Jesus apontou para a água. 'Vão na frente. Eu vou depois.' Pedro não gostou de deixá-lo para trás.
Pedro e André empurraram o barco das pedras. O lago estava liso como um prato.
Jesus subiu a colina sozinho para orar. Logo ele era apenas uma pequena forma contra o céu.
Pedro olhou para a colina até não conseguir mais vê-lo.
O pequeno barco deslizou sobre o dourado. Atrás dele, as colinas ficaram escuras.
André pendurou a pequena lâmpada no gancho. Uma pequena chama contra uma escuridão muito grande.
Lá na colina, Jesus ainda estava orando. Ele não os havia esquecido.
Então o vento veio. A pequena chama se inclinou. Pedro olhou para cima. 'Esse não é um bom vento.'

O lago ficou agitado e escuro. As ondas cresceram dentes.
Eles pegaram os remos. Eles remaram e remaram.
'Pedro.' A voz de André era pequena. 'Não estamos nos movendo.'
Pedro remou mais forte. O lago empurrava de volta.
João segurava o leme com os dois braços. Ele lutava como um grande peixe.
Cada onda os empurrava para trás. Para trás, e para trás, e para trás.
Pedro procurou a margem. Não havia margem. Havia apenas escuridão.

João tirava e tirava água. A água voltava mais rápido do que ele conseguia jogar fora.
João tinha apenas quatorze anos. Ele não queria que ninguém visse seu queixo tremer.
'Se ele estivesse aqui,' Pedro disse, 'isso seria diferente.' Ninguém respondeu. Todos estavam pensando nisso.
Suas mãos estavam machucadas. Ele remava mesmo assim.
Uma hora. Duas. Três. A escuridão não mudava nada.
Então Pedro viu. O céu estava ficando cinza em uma borda. O amanhecer estava chegando.
'Pedro.' André apontou. 'O que é aquilo?'

Havia algo lá fora. Algo estava ANDANDO. Sobre a água.
'UM FANTASMA!' Pedro gritou. Homens adultos se agarraram uns aos outros.
A forma se aproximou. Não estava com pressa. Não estava afundando.
Então a forma falou. 'Tenham coragem. Sou eu. Não tenham medo.'
Pedro conhecia aquela voz. Ele a reconheceria em qualquer lugar.
'Senhor — se é realmente você—' O coração de Pedro batia forte. 'Diga-me para ir até você.'

Jesus abriu a mão. 'Venha.'
Pedro colocou um pé na borda. Então ele parou.
André agarrou seu braço. 'Pedro. É ÁGUA.' 'Eu sei,' disse Pedro.
E Pedro saiu do barco.
A água o sustentou. A água o SUSTENTOU.
Pedro ficou de pé. No mar. No verdadeiro mar.
Um passo. Dois. Três. Ele estava ANDANDO.

Ele riu alto. Não conseguiu evitar.
Mais perto. Mais perto. Ele estava quase lá.
Então o vento acordou. Uma grande onda cinza se levantou ao lado dele.
Pedro olhou para a onda. Ele parou de olhar para Jesus.
E a água ficou mole. Ele afundou.
'SENHOR!' Pedro gritou. 'SALVE-ME!'
Jesus não esperou. Sua mão se estendeu. Ele o segurou.

Pedro se agarrou com as duas mãos. Ele estava tremendo por inteiro.
'Pedro,' Jesus disse. Ele não estava bravo. 'Por que você parou de confiar em mim?'
Eles subiram de volta no barco. Pedro pingou um lago inteiro no convés.
E o vento parou. Simplesmente... parou. O lago ficou liso como um prato.
Um por um, eles se ajoelharam. 'É verdade,' disse André. 'Você realmente é o Filho de Deus.'
A margem surgiu dourada. Pedro caminhou ao lado dele, ainda pingando. Ele nunca mais iria deixá-lo para trás.
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